Tratamento de Câncer de mama

Pink.

O tratamento para o câncer de mama inclui a retirada do tumor, total ou parcial. Em alguns casos, podem ser adicionados outros tratamentos, o que depende de alguns fatores como a presença ou não de receptores hormonais, o estágio do tumor, a ocorrência de metástase ou não, além de fatores como o estado de saúde da paciente e sua época de vida.

O tratamento para o câncer de mama pode ser terapia local ou terapia sistêmica:

Terapia local

Cirurgia parcial ou total para retirada do câncer de mama, seguida de radioterapia. A cirurgia fica mais fácil e com menor prejuízo à mama quando o tumor é inicial. Já a radioterapia utiliza radiação ionizante, no local do tumor, em casos em que o câncer ainda não se espalhou, nem houve metástases. A radioterapia também é utilizada quando não é possível retirar todo o câncer e para evitar que o tumor volte a crescer. Esse tratamento dura em média, um mês.

Terapia sistêmica

Nesse tratamento é utilizado um conjunto de medicamentos via oral e endovenosa. Existem 3 formas de administrar essa terapia:

– Quimioterapia: feita através de remédios, orais ou intravenosos, para destruir ou controlar o crescimento das células cancerosas. Esse tratamento pode ser realizado antes ou depois da cirurgia, como tempo de tratamento variável, de acordo com a paciente.

– Hormonioterapia: tratamento utilizado em pacientes que tem pelo menos um receptor hormonal. Administrada através de medicamentos via oral para impedir a ação dos hormônios de crescimento das células doentes, suprimindo os efeitos do hormônio sobre o órgão atingido.

– Terapia alvo (anticorpos monoclonais) ou terapia anti HER-2: são utilizados medicamentos via oral que agem em proteínas ou mecanismos de divisão celular nas células doentes, para impedir o crescimento do tumor.

Dependendo do tamanho do tumor, o tratamento pode ser iniciado com uma terapia sistêmica, visando a redução do câncer de mama, para depois realizar a cirurgia. Em caso de metástase, a terapia sistêmica é indicada, geralmente, pelo resto da vida. No entanto, a escolha do tratamento depende da análise de diversos fatores e condições.

Complicações possíveis

Há a possibilidade de um tumor já tratado voltar a aparecer, é a recidiva. Por isso, é indicado fazer um acompanhamento no período de dois ou três anos após a retirada do câncer. Durante esse período devem ser feitas mamografias de 6 em 6 meses ou anualmente.

Outra complicação é a metástase, que acontece quando o câncer se espalha pela circulação sanguínea ou linfática e atinge outros órgãos, como o fígado e os ossos.

Há ainda efeitos colaterais das terapias.

Depois da cirurgia, a paciente deve ser acompanhada para evitar que os pontos se rompam ou que aconteça necrose de tecidos. É importante ter um cuidado especial com a higiene do local para evitar infecções.

Além disso, a cirurgia causa mudanças físicas e psicológicas na paciente, que precisam ser bem acompanhadas.

A hormonioterapia pode causar desconfortos como a piora dos sintomas da menopausa. Além disso, pode favorecer a ocorrência de osteoporose, aumentar o risco de trombose e coágulos nas pernas. No entanto, geralmente as pacientes reagem bem ao tratamento, apresentando poucos efeitos colaterais.

Com a quimioterapia pode ocorrer infecções bucais, queda de cabelo, diarreia, náuseas e baixa imunidade temporária. Em alguns casos, também afeta a saúde do coração, além de afetar também o sistema reprodutor, por isso, é válida a possibilidade de congelamento dos óvulos para quem ainda pretende ter filhos.

Já a terapia anti HER-2 causa menos menos efeitos colaterais. Os anticorpos monoclonais, tem geralmente menor grau de toxicidade que os quimioterápicos tradicionais. No entanto, pode prejudicar a saúde do coração e causar sintomas como falta de ar, sensação de calor, queda da pressão arterial e rubor. A equipe médica deve ser acionada assim que se notarem esses sinais, que tendem a diminuir nas administrações posteriores.

A radioterapia, por sua vez, pode provocar cansaço e queimaduras leves na pele. O que se normaliza com o fim da terapia.

Fonte: Minha Vida