Ovário policístico e o diabetes tipo 2

Young cute woman laying on dry leaves in autumn park

A síndrome do ovário policístico pode atingir uma em cada cinco mulheres e não afeta somente a área reprodutiva. Estudos mostram que a síndrome provoca maior riscos de doenças cardiovasculares, obesidade, hipertensão e diabetes tipo 2.

Mulheres que têm a síndrome do ovário policístico têm mais chance de desenvolver diabetes tipo 2 devido à resistência insulínica. As células se tornam menos sensíveis a insulina que passa a ser produzida em maior quantidade pelo organismo. A resistência insulínica provoca o exagero na produção de hormônios andrógenos que causam os sintomas.

A síndrome do ovário policístico é caracterizada por vários sinais e sintomas, como irregularidade menstrual e excesso de hormônios que causam acne, queda de cabelo, irritabilidade, aumento dos pelos em regiões masculinas como queixo e mamas, entre outros. Além disso, é possível encontrar no ovário 12 ou mais folículos, com tamanho entre 2 e 9 mm de diâmetro, através do exame do ultrassom.

Quem tem ovários policísticos tem 50% de chance de ter herdado o problema da mãe. Quem já tem diabetes tem mais chance de desenvolver a síndrome.

Para tratar a síndrome do ovário policístico é preciso ter um diagnóstico preciso, determinado por um médico. Se a paciente desejar engravidar pode-se fazer o tratamento com indutor de ovulação ou redutor de resistência insulínica. Para aquelas mulheres que não desejam engravidar o contraceptivo hormonal oral pode ser indicado. No entanto, o melhor é procurar um médico para indicar o tratamento adequado para cada caso.

A prática de atividade física e a redução de peso (somente para quem está com sobrepeso), ajudam a melhorar a qualidade de vida da mulher e pode diminuir a necessidade de medicamentos.

Fonte: Minha Vida