Idosos que se exercitam têm melhor saúde

Portrait of pretty senior woman exercising with dumbbells

A prática de atividade física fortalece e protege o corpo de várias doenças. Um estudo do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) revela que idosos que praticam atividade física procuram 35% menos os serviços hospitalares em relação àqueles que não se exercitam.

O envelhecimento é acompanhado de mudanças físicas e cognitivas que precisam ser conhecidas para melhor adaptação às condições e para um envelhecimento saudável.

Entenda o processo de envelhecimento e conheça suas mudanças:

Paladar: a partir dos 60 anos os idosos têm dificuldade em sentir sabores doces e salgados, mas sentem normalmente os gostos ácidos e amargos. Para melhorar o gosto dos alimentos pode-se acrescentar nas preparações temperos naturais como alho, cebola, cheiro verde, orégano e manjericão. As refeições devem ser variadas e balanceadas para ficar mais atrativas e evitar assim um quadro de desnutrição no idoso.

Alterações no olfato: o ressecamento do muco nasal, que causa a obstrução do nariz, é uma das explicações para a dificuldade de identificar cheiros. O problema também está relacionado à degeneração das células do sistema nervoso central, comum após os 80 anos, mas que também pode ser sintoma de doenças como Parkinson e Alzheimer.

Capacidade multitarefas diminui: especialmente após os 70 anos, a capacidade de dar atenção a duas ou mais tarefas ao mesmo tempo diminui, como por exemplo, conversar enquanto assiste tv, ou enquanto faz uma refeição. Para estimular o cérebro, pode-se fazer atividades com duas tarefas ao mesmo tempo.

Pele ressecada: a pele fica mais ressecada e mais sensível a machucados e infecções. Para contornar o problema deve-se ingerir água, tomar banho com sabão neutro e água morna e o uso de hidratante corporal.

Problemas de visão: o idoso tem mais dificuldade de se adaptar às mudanças de luminosidade e visão noturna, e tem redução do campo de visão periférico. É importante deixar o ambiente iluminado para evitar desconfortos e fazer acompanhamento médico para prevenir e tratar possíveis problemas de visão como glaucoma, catarata, retinopatia diabética, comuns nessa idade.

Processamento de informações mais lento: é comum o idoso esquecer o termo que gostaria de usar durante uma conversa. A atenção fica prejudicada, assim como a memória de trabalho. A pessoa que presencia esse fato deve dar pistas ao idoso incentivando-o a lembrar da palavra de modo a exercitar sua memória. Para prevenir e contornar falhas no raciocínio, o ideal é estimular o cérebro, manter uma alimentação saudável e a prática de exercícios físicos, além de controlar o estresse e procurar o médico sempre que necessário.

Equilíbrio: a postura e o andar mudam com a idade, o que altera o equilíbrio. Para contornar a condição uma boa saída é o exercício físico que proporciona ganho de força muscular, melhorando reflexos e outras funções, o que evita quedas.

Músculos e ossos fracos: os ossos começam a perder densidade a partir dos 35 anos e os músculos, a partir dos 65 anos. Pessoas que tiveram hábitos saudáveis durante a vida, como a prática de atividade física, têm mais massa óssea e muscular, por isso apresentam problemas decorrentes dessa perda mais tarde.

Fonte: Minha Vida