Efeitos colaterais durante o tratamento – câncer de mama

Breast cancer survivor

Para diminuir os efeitos colaterais das terapias contra o câncer de mama, existem algumas dicas:

Contra os efeitos colaterais da quimioterapia:

– Náuseas e vômitos: dar preferência a alimentos de fácil digestão e verificar com o médico a possibilidade de usar antieméticos (medicamentos para enjoo);

– Horário da alimentação: escolher alimentar-se antes ou depois da quimioterapia, cada mulher reage de uma forma. Porém, após a sessão de quimioterapia, é recomendado aguardar pelo menos uma hora para comer ou beber;

– Comer devagar: comer pequenas quantidades de alimento, cinco ou seis vezes por dia, e evitar beber líquidos durante a refeição evita enjoos e vômitos;

– Dar preferência a alimentos frescos e evitar comer pratos muito quentes;

– Evitar alimentos e bebidas fortes para evitar vômitos. Ex: café, peixe, cebola e alho.

Cuidados durante a radioterapia

Os cuidados durante a radioterapia podem variar bastante de acordo com a região a ser irradiada.

– Lavar a pele irradiada com sabão suave e água morna;

– Evitar coçar ou esfregar a área irradiada;

– Aplicar pomadas ou cremes na pele apenas com aprovação do médico;

– Dar preferência a roupas largas e confortáveis;

– Se possível cobrir a região irradiada com roupas claras.

Além disso, o apoio de dentistas, nutricionistas, fisioterapeutas, enfermeiros, psicólogos, preparadores físicos e etc. é importante.

Fisioterapia

Ajuda paciente a ter independência funcional, a realizar sozinha suas atividades. Também alivia a dor reduzindo a necessidade de analgésicos. Geralmente esse trabalho é feito após a cirurgia.

Nutrição

O acompanhamento com um nutricionista ajuda a evitar a perda de peso ou a desnutrição durante o tratamento contra o câncer de mama. Ainda a auxilia a paciente a seguir as recomendações médicas e evitar efeitos colaterais.

Exercícios físicos

A atividade física ajuda a diminuir o cansaço, aumenta a energia, a disposição e a autoestima, e anima a mulher pela convivência com outras pessoas. Isso precisa ser conversado com o médico, especialmente após a cirurgia, que exige um tempo de recuperação.

Como as pacientes podem ter a imunidade afetada, não se recomenda natação, pelo risco de infecção. É preciso ter atenção.

Sexualidade e sensualidade

Durante o tratamento do câncer de mama, a redução da libido, além de alterações hormonais e emocionais podem influenciar diretamente o comportamento sexual. A comunicação aberta com o parceiro sobre essas condições poderá ajudar nesse momento. O oncologista também pode receitar medicamentos para diminuir os efeitos colaterais que afetam o interesse sexual. O acompanhamento psicológico também é importante.

Autoestima

A queda de cabelos e a mastectomia (retirada total ou parcial da mama) são os fatos que mais afetam a autoestima das mulheres com câncer de mama. É importante não se deixar levar pelos maus sentimentos e manter a confiança. Procurar soluções práticas para driblar a nova condição também ajuda, como comprar perucas e usar lenços coloridos, matricular-se em um novo curso, e estar em atividades em que se sinta bem.

Administrando sentimentos

A presença do câncer de mama pode potencializar os altos e baixos que as pessoas vivem. É importante manter a calma e a confiança, evitando vivenciar apenas a situação da doença. Outras atividades e conversas, que não estejam relacionadas à doença, podem ajudar. O acompanhamento com o psicólogo é bem-vindo.

Impacto do câncer de mama na vida prática

Em casa, dividir as tarefas com o parceiro (a) e filhos, é um apoio necessário, visto que, durante o tratamento, a mulher pode se sentir indisposta.

Trabalhar fora pode ajudar a “esquecer” um pouco a condição do câncer, mas, a mulher pode se sentir muito debilitada e então deixar o trabalho. Nesse caso, é possível requisitar o auxílio-doença, pois sem o trabalho, o orçamento fica mais apertado.

Se a mulher tiver filhos, é importante contar o mais rápido possível, e não omitir a palavra câncer para não gerar medo em torno da doença. Explicar os efeitos colaterais evita choques de realidade.

Fonte: Minha Vida