Dor do crescimento

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Causas

A dor do crescimento não tem causa específica, mas foi designada assim devido a ocorrer na faixa etária de 3 a 8 anos de idade, fase importante de desenvolvimento físico. Apesar das causas da dor do crescimento ainda não terem sido comprovadas cientificamente, há hipóteses. Uma delas é a de que os ossos cresceriam mais rápido que os músculos e tendões, causando a dor. Outra teoria é de que a dor seria causada pela atividade física das crianças ao brincar, e que pode piorar com o estresse e conflitos emocionais. Também há suspeitas de que o problema seja hereditário.

Onde dói

A dor acomete os membros inferiores especialmente a região da panturrilha, atrás dos joelhos e nas coxas. Pode afetar os braços e as pernas simultaneamente. As crianças (de 30% a 50% delas) podem sentir também dor de cabeça.

A dor aparece, mais frequentemente, quando os músculos relaxam, no fim da tarde e início da noite. Algumas crianças podem sentir a dor ao acordar. Podem piorar a dor fatores como o frio, estresse (como por causa de brigas) e atividade física intensa. Geralmente, a sensação diminui espontaneamente.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por exclusão após o exame clínico não detectar outra causa para as dores. Mas o médico também pode solicitar exames complementares.

O que fazer

Segundo uma pesquisa feita pelo Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo, acolher a criança é um bom remédio, em 80% dos casos. Os pais podem conversar com a criança e fazer massagem ou colocar uma bolsa de água morna no local da dor. Ainda podem ser feitos alongamentos prescritos pelo fisioterapeuta e natação que causa pouco impacto. Se for necessário, o especialista ainda pode receitar analgésicos.

Como evitar

Evite expor a criança a situações de estresse e conflito e a incentive a praticar exercícios de pouco impacto, como a natação.

Não confunda

A dor do crescimento não causa febre, inchaço, vermelhidão, perda do apetite, apatia, cansaço, e não faz a criança mancar. Quando isso acontecer, é importante procurar o pediatra ou o ortopedista para investigar possíveis doenças.

Fonte: Crescer