Como nosso corpo reage ao inverno

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No inverno os casacos mais pesados estão por toda a parte, mas não é só o vestuário que sofre mudanças. Com o frio, é comum sentir mais fome e sono e ter mais dificuldade de sair da cama pela manhã, além disso as crises alérgicas são mais comuns. Entenda os processos fisiológicos que favorecem esses fatores e confira dicas para driblar os desconfortos:

Mau humor: com a menor produção de serotonina, substância que promove a sensação de bem-estar, é comum ficar mais desanimado, inclusive pela redução da prática de exercícios físicos, que contribui para a produção de serotonina. Porém, é importante lembrar que o constante mau humor pode sinalizar problemas maiores, como a depressão. Dica: aproveitar as oportunidades de tomar sol pela manhã.

Sono: a prioridade do organismo no inverno é reduzir o gasto de energia para manter a temperatura adequada do corpo. Por isso o sono. Mas, a falta de vontade de levantar cedo para trabalhar provavelmente seja por não querer deixar as cobertas. Dica: ingerir alimentos ricos em nutrientes e manter o corpo e a mente ativos.

Pele seca: o ressecamento da pele nessa época ocorre devido ao ar seco, poluição, banhos quentes e o atrito com o sabonete. Dica: tomar banhos rápidos e evitar o atrito com o sabonete.

Problemas capilares: oleosidade, ressecamento, caspa e demora no crescimento dos cabelos nessa época ocorrem devido à pouca frequência de lavagem e aos banhos muito quentes. A água quente resseca os fios, e, com a demora em lavar os cabelos, se acumula oleosidade que entope os poros e dificulta o crescimento. Dica: lavar os cabelos com água morna a cada 2 dias.

Frio:  algumas pessoas têm mais sensibilidade ao frio, o que pode estar relacionado ao fato de ter menos gordura corporal, problemas de circulação ou hipotireoidismo.  Se a sensibilidade ao frio é muito grande ou provoca dores, é o caso de procurar um médico. Dica: consumir gengibre, canela, chá de hibisco, e outros alimentos termogênicos; praticar atividades físicas.

Doenças cardíacas: para quem tem doenças cardíacas o inverno pode representar maiores riscos de ataques cardíacos. Isso porque o frio provoca a contração dos vasos sanguíneos e a oxigenação sanguínea diminui. Dica: estar sempre agasalhado e evitar respirar o ar frio colocando um cachecol ou blusa sobre o nariz.

Doenças respiratórias: o ar seco, típico do inverno, e a poluição ressecam as mucosas, o que deixa o corpo mais vulnerável a doenças como gripes, resfriados, alergias e asma. Dica: evitar lugares fechados com muita gente, manter os ambientes arejados e colocar uma bacia com água ou umidificador no quarto.

Fome: com o maior gasto de energia para a manutenção da temperatura corporal, a fome aumenta. Mas deve-se dar preferência a uma alimentação balanceada e rica em nutrientes, evitando o exagero. Dica: comer a cada 3 horas; ingerir alimentos que ajudam a regular a temperatura, como canela e chá verde.

Cólicas nas mulheres: com a vasoconstrição causada pelo frio, fica ainda mais difícil a passagem do sangue pelos vasos, e a dor, provocada pela contração da musculatura do útero, aumenta. Dica: usar compressas de água quente, pois o calor relaxa os vasos e melhora a circulação.

Dor nas articulações: a circulação do sangue fica menos eficiente, assim como a passagem do líquido sinovial que fica dentro das articulações como joelhos e cotovelos. Com a pouca lubrificação ocorre a dor. Dica: Fazer alongamento diariamente.

–  Micose: ocorre devido ao maior uso de calçados fechados, à transpiração e umidade. Dica: evite usar o mesmo calçado dois dias seguidos, deixando-os secar ao ar livre.

Fonte: Minha Vida