Como ajudar seu filho a superar momentos difíceis

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Às vezes, não é fácil passar por algumas situações da vida. Nós, adultos, em alguns momentos precisamos de ajuda e apoio. Já as crianças precisam ainda mais de atenção, porque elas ainda não têm maturidade para entender determinadas coisas.

Momentos como a morte de avós, separação dos pais ou um assalto podem causar traumas para uma criança quando não forem abordados com segurança e acolhimento. Vale lembrar que tudo depende da personalidade, da idade, da dinâmica da família e da situação pela qual seu filho está passando.

Em situações em que a criança é exposta a violência ou tragédias, o tratamento adequado se resume, de forma básica, em muito amor, acolhimento, escuta e conversa. Ter o apoio necessário será um fator que influenciará na maneira em que a criança vai se comportar em relação a determinadas situações.

Algo está errado…

Ao passar por um momento difícil, muitas vezes, a criança não consegue nem ao menos assimilar o que está sentindo, e menos ainda expor suas emoções de uma forma clara. Isto pode acontecer diante de diferentes situações, seja algum tipo de violência urbana, separação dos pais, situações de bullying, morte de avós, entes queridos ou animais de estimação, por exemplo. Nem sempre seu filho vai demonstrar com clareza que está mal. Então, fique atento aos sinais.

Os bebês, por exemplo, podem manifestar problemas relativos à alimentação, ao sono ou ter crises de choro. Na maioria dos casos, dores de cabeça, dores de estômago e voltar a fazer xixi na cama são sinais comuns. Na medida em que as crianças crescem, os sinais tendem a ficar menos evidentes no corpo e mais visíveis no comportamento ou nas dificuldades escolares.

Dependendo da situação, crises de ansiedade podem ser manifestadas, além da criança começar a pensar que foi abandonada, ter medo de perder as pessoas que gosta, não confiar mais nos outros, tornar-se inseguro e desenvolver alguns medos, principalmente em situações em que há violência.

O que fazer

É fundamental transmitir segurança para a criança. Caso você esteja abalado com determinada circunstância e não se sentir à vontade para esse papel, o ideal é que você procure a ajuda de algum adulto da família. Nos casos de violência urbana, uma opção é a psicoterapia.

Ainda, por mais que a situação seja complicada, mostre para seu filho que este momento vai passar e que não vai durar para sempre. É importante deixar a criança expor o que está sentindo. Por isso, é importante criar momentos de acolhimento, para ouvir, conversar e explicar.

Criar oportunidades para relaxamento, como ouvir uma música tranquila na sua companhia, também é uma boa opção. E claro, é importante que a criança mantenha a convivência com outras crianças da mesma faixa etária. Afinal, brincar, ter amigos, fazer uma atividade física fazem parte do desenvolvimento saudável do corpo e da mente. Não é porque está passando por momentos difíceis que a criança precisa ter o comportamento, e muito menos a maturidade, de um adulto.

Fonte: Revista Crescer